Até 2010 eu vivia na cidade do Rio de Janeiro, um lugar que ainda mantem o calor do contato humano, e aonde a grande novidade ainda é o outro, ou o próximo, e suas novidades, contradições e idiossincrasias. Feito este elogio ao Rio de Janeiro, passo a me deparar com a colonização lenta e constante do iphones nos carros do metro. Explico: o sagrado territorio dos olhares e análises da natureza humana foi dando lugar as pequenas telas brilhantes que roubavam de todos nós os olhares. E afirmo de ínicio: os olhares constroem um cidade, e a falta deles podem esterelizar o ambiente urbano. A explosão dos celulares android se seguiu a colonização dos mais abastados pelos iphones. Hoje, no metro são raros os olhares que apenas estão disponíveis a olhar e interagir. Eu mesmo, separei o tempo de metro para ler as homeopáticas noticias do Twitter.
Este blog trata de recursos comuns de uso livre, os commons e a importância deles para a construção de um sentimento de compartilhamento deste recursos (materiais e informácionais) que faz da cidade uma experiência multidimensional de troca de conhecimentos. Escrevo pois do processo de cidadicídio que está em curso, ou poeticamnete do roubo dos olhares que constroem o território imagético das cidades.
Historicamente uma cidade nasce quando o clã compreende que o homem livre, o forasteiro, pode trazer a desgraça mas também novos graus de liberdade. A diferença entre desgraça e liberdade está na observação, e depois na mútua comunicação e compartilhamento de antigos e novos recursos. Não seria preciso fazer uma digressão aos estudos da psicologia e da pediatria para mostrar a importância do olhar para os seres humanos. Nossa percepção vai sendo moldada desde os primeiro anos por diversas qualidades dos olhares, ou ausência deles. Assim, vou direito ao ponto utilizando o aporte da ciência da Midia Ecology:
Historicamente uma cidade nasce quando o clã compreende que o homem livre, o forasteiro, pode trazer a desgraça mas também novos graus de liberdade. A diferença entre desgraça e liberdade está na observação, e depois na mútua comunicação e compartilhamento de antigos e novos recursos. Não seria preciso fazer uma digressão aos estudos da psicologia e da pediatria para mostrar a importância do olhar para os seres humanos. Nossa percepção vai sendo moldada desde os primeiro anos por diversas qualidades dos olhares, ou ausência deles. Assim, vou direito ao ponto utilizando o aporte da ciência da Midia Ecology:
È preciso que cada um de nós estabeleça as suas regras de uso dos instrumentos exosomáticos de comunicação sob pena que ter sequestrada a própria capacidade de comunicar e de olhar. Além disso, percebamos que estes instrumentos estão estabelecendo as nossas regras de comunicação e interação.