Pesquisar este blog

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Adorável Mundo Novo

Adam Smith abraça Vladimir Lenin neste adorável mundo novo.  Corporações capitalistas reconhecem que não há nada melhor para produzir a baixo-custo e grandes lucros, do que entregar a fabrica aos cuidados de uma sociedade genuinamente socialista (ou quase). Dirigentes socialistas reconhecem que enquanto não chega o novo homem profetizado por Karl Marx, o melhor a fazer é controlar os desejos do populacho e regular a manufatura de bugigangas e o pleno emprego do jeito que der. A mão invisível de Adam Smith não toca nas liberdades democráticas, mas acaricia a utopia da sociedade sem classes. Somos todos iguais nos direitos ao consumo. Está resolvido o mais fundamental dos conflitos: sai a luta de classes entra a disputa de preços. No adorável mundo novo, a classe operária vai do paraíso ao inferno passando pelo purgatório asiático. Nos shoppings virtuais, a mercadoria mais buscada será a felicidade na versão liberdade. 

Mercado Financeiro e os Commons