O crime esta, nos diz com imensa potência Bruno Latour (no último capítulo de seu último livro "After Lockdown") em negar os limites, e contorná-los com narrativas falsamente otimistas, de que tudo está sob controle, quando temos vivido, nós e todas as espécies do planeta Terra, envoltos em uma rede de incertezas, que nos permite ser ontologicamente criativos.
Os seres vivos da terra sempre foram criativos em relação as condições, que chegam até eles. Maquear o limite é matar a inovação. Buckminster Fuller, filósofo e arquiteto norte-americano, em seu livro seminal de 1969, "Manual de Navageação da Espaçonave Terra", nos chama a participar deste processo de conhecer o planeta Terra, e nos dedicarmos à descoberta de pontos de alavancagem onde emergem novos padrões que podem impulsionar as mudanças. Fomos feitos para sobreviver, e criar a partir das incertezas.
Latour nos pede humanamente que, ao sairmos dos lockdowns, reais e metafísicos, usemos todas as nossas habilidades e capacidades, para conspirar e criar uma nova vida diante das condições e limites reais colocados pelo novo regime climático.
Inovação por amor á Terra.