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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A Internet dos Sonhos

Em 2087, cidades abarrotadas concentram grande parte da população mundial. Nas cidades, encontram-se os recursos materiais e metafísicos para a sobrevivência humana. As zonas de extração de insumos são vedadas aos humanos. A falta crônica de empregos, percebida desde o final do século passado, deu lugar a uma cultura maker, formal e informal, apoiada pelos processos de usinagem doméstica 3D, de acordo com os downloads dos produtos desejados.

A manufatura local 3D, em cada casa ou prédio de apartamentos, democratizou a produção e a poluição. Todos têm seu canal de televisão nas redes sociais e disputam a audiência de toda a humanidade para seus produtos e serviços. O dinheiro é virtual desde a década de 30 e controlado por poucos bancos mundiais. Um toque na tela revela os hábitos de compra e venda de cada pessoa, família, bairro, cidade ou país.

Elementos nanométricos inseridos em produtos como roupas ajudam a monitorar os movimentos dos habitantes. Um enorme mercado negro, comandado por hackers, é utilizado por aqueles que não têm emprego formal e vivem na informalidade (a maioria). Neste contexto, de controle e cuidado com o bem-estar dos habitantes, numa mistura de democracia fraca e economia do astronauta, cada governo traça cenários de ocupação do território, provisão de recursos, extração e deslocamento de efluentes e resíduos perigosos.

Com a degradação ambiental, é imperioso controlar todos os principais recursos da espaçonave Terra: alimento, água e energia. Assim como os astronautas da Apollo 11, que há mais de um século tinham suas vidas completamente sob controle, estes são anos em que a inteligência artificial decide com rapidez as atividades humanas mais corriqueiras e mais complexas, escondendo sob o manto da velocidade os vieses das decisões. Quanto às atividades psicológicas e sociais, algoritmos identificadores de padrões mapeiam o comportamento de cada habitante para prover o melhor em serviços a cada tipo.

Eleições são decididas automaticamente, de acordo com a preferência dos habitantes nas diferentes escalas institucionais. Tipos desviantes não podem ser eleitos, apenas aqueles que se encaixam nos padrões estabelecidos de boa cidadania, com base no big data referente a todo tipo de delito infracional, alteração social, revolução cultural e opiniões emitidas que tenham ocorrido na história pessoal da pessoa. Algo que a China havia implementado no início do século com seus cidadãos é elevado à categoria de Grande Irmão. Quando a taxa de indivíduos desviantes aumenta, algoritmos de internação são ativados para impedir a proliferação de sociopatas, como serial killers, políticos muito corruptos, curandeiros e charlatões. Vivemos a era da hiper-razão e do fetiche do conhecimento, onde cultos religiosos são vistos como práticas nocivas e toleradas, mas que identificam aqueles que não se adaptam à boa governança social.

Neste ambiente, indivíduos oriundos de povos tradicionais que perderam suas terras e territórios promovem rituais que fazem as pessoas sonharem vidas diferentes daquela ofertada pelo sistema econômico compartilhado e global. Estas pessoas estão por todo o planeta e compõem comunidades de "sonhadores". Suas reuniões são combatidas, denunciadas, e seus organizadores são colocados em quarentena, tratados como doentes psiquiátricos e isolados do convívio nas redes sociais. Este é o ponto nevrálgico da vigilância constante: o sistema operacional e seus supercomputadores quânticos em rede mundial não têm capacidade computacional para impedir, prever ou hackear os sonhos dos habitantes do mundo.

Informações críticas podem surgir nos sonhos e desmontar partes do sistema material estabelecido. Estas informações são interpretadas por indivíduos chamados de "neuro-xamãs". Estes xamãs são disputados pelos governos e pelas comunidades de dreamers. Falsos xamãs servem como informantes da polícia política internacional. Uma guerra acontece agora nos interstícios do sistema de bem-estar social e controle da ordem pública.

Apesar das enormes mudanças materiais e tecnológicas, para a humanidade o futuro ainda pertence aos sonhadores.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Alhos com bugalhos, ou bugalhos com alhos: o salário mínimo no Brasil.

Como eu defino o pagamento pela hora trabalhada no Brasil? No Estados Unidos são definidos critérios de esforço, formação, objetivos da empresa, e também aspectos como transporte, alimentação e outros vinculados (aspectos da manutenção do trabalhador)  por 1 hora trabalhada por determinada categoria profissional (ver  aqui: https://www.dol.gov/whd/regs/compliance/whdfs54.htm).

Uma lacuna na nova CLT editada pelo governo Temer, abre espaço para que o salário mínimo, que foi pensando em termos das necessidades dos trabalhadores, e que comparado ao poder de compra quando de sua criação, pelo governo Getúlio Vargas na década de 50, está abaixo do que seria ideal para a manutenção da qualidade de vida do trabalhador. Pois bem, qual é o valor da hora trabalhada no Brasil? Dependendo da ocupação é o valor mensal dividido por 40 horas semanais. Se o trabalhador recebe salario minimo ganhará em torno de 4 reais por hora trabalhada.

A nova CLT, por exemplo, isenta a empresa de gastos com transporte, e neste sentido rompe-se a lógica da criação do salário mínimo, que implicava remunerar os trabalhadores para manterem sua qualidade de vida (moradia, segurança, transporte, etc). Ao fazer a divisão, matematicamente divide-se o que seria a compensação por necessidades mensais por apenas 1 hora. Nos Estados Unidos o pagamento mínimo pela hora trabalhada é de 7,5 dollares ou aproximadamente 24 reais. A partir desse valor, diferenciado por categorias profissionais, se calcula o salario semanal, mensal e anual. 

O raciocínio que surge dessa lacuna da nova CLT é perverso, e mistura alhos com bugalhos e o resultado dá bugalhos com alhos. Ou seja, uma grande confusão em que saem perdendo primeiramente o trabalhador, mas também a previdência social, e depois o próprio empresário, a partir da precarização geral do trabalho e da renda.

Uma falha comum do ensino de matemática é não explicar o que significa a operação de dividir. Quando divido 2 por 4, estou perguntando quantas vezes a dimensão 4 cabe na dimensão 2, cujo resultado é 0,5. Quando divido o salário mínimo por 160 horas mensais de trabalho, estou perguntando  quanto vezes esse total da horas correspondem as necessidades de qualidade de vida do trabalhador, de modo que 1 hora seja representativa dessas necessidades. A operação a ser usada neste caso é a multiplicação. Teriamos que definir quais as necessidades de qualidade de vida do trabalhador, e como estas se relacionam a 1 hora de trabalho. A partir dessa definição, multiplica-se pelos número de horas trabalhadas na semana, no mês e no ano.

O valor de 4 reais mal dá para pagar o transporte de ida ao local de trabalho. Nem cobre o valor de um prato feito de qualidade razoável. Sejamos razoáveis e respeitemos a matemática e os trabalhadores do Brasil.

domingo, 26 de novembro de 2017

Economia da felicidade e as Ideologias da (nova) guerra fria.


Se o muro caiu em 1989, para o mundo das ideologias socialistas algum comentarista poderia dizer que nosso espanto era fruto da falta de informação a respeito do que acontecia na antiga URSS, ou no socialismo real, em Cuba, Leste Europeu, África e Ásia. Mas será possível dizer, que a experiência soviética representou em essência o longevo e camaleônico socialismo em suas diferentes e históricas roupagens? Ao cair do muro de Berlim, as criticas aumentaram de tom, o que levou os socialistas de todos os matizes, em todos os países a fazer duras reflexões e mea-culpa. O diagnostico martelado a foice era que faltava mercado e outras instituições democráticas. Amartya Sen, prêmio Nobel de Economia, mostra que na maior parte da história humana,  o mercado operou a troca de produtos e serviços sem meios de troca, seja o dinheiro, ouro, ou o sal (lembra-se do salário?). 

Quase 20 anos depois da queda do muro em Berlin outro muro cai agora no centro financeiro mundial, o Wall Street, New York, com efeitos maiores, no tempo e no espaço, do ponto de vista econômico e geopolítico. Antes de continuar, é preciso dizer que se Berlim foi centro mundial do debate ideológico, no século XIX e XX (aquele acabou cedo, em 1989, segundo o historiador inglês Eric Hobsbaum), e que Nova York ocupará esse lugar até 2008. Ao redor um trilhão de dólares dos cofres do tesouro americano foi utilizado no saneamento desta crise mundial de liquidez dos mercados financeiros, que inflacionou o mercado internacional sem socorro aos cidadãos do mundo. A mão invisível, sempre ela, retira do erário público o socorro para as grandes empresas e bancos norte-americanos, e ninguém vai preso. A causa central apontada foi a existência de uma cadeia sistemica de corrupção dos agentes reguladores do sistema financeiro. O sociólogo Emanuel Wallestein explica que no capitalismo quem contribui para a acumulação de capital merece ser recompensada com divisão de lucros á parte do sistema de salários, ou por debaixo do pano com a corrupção.

Na queda desse muro na Big Apple (NY city), o diagnóstico foi de que se precisa do estado para regular as falhas do mercado. É quando a mão invisível se torna a mão visível do estado. Numa primeira leitura, este desenvolvimento histórico poderia parecer complementar. As duas principais ideologias da guerra fria enfim fazem sua autocritica abrindo espaço para acordos, e uma ou várias possíveis terceiras vias. Estes dois terremotos ideológicos e paradigmáticos, New York e Berlin,  abriram espaço para que os críticos de todos os lados dissecassem as tradições políticas do século passado. Ignacy Sachs, economista polonês, alerta que o importante é que cada nação construa seu próprio modelo. Contudo, de ambos os lados existem os puristas, que acreditam que seu sistema econômico e social ainda não deu certo, ou mostrou falhas, pois não foi ainda aplicado completamente, sem impurezas do outro lado, como se as sociedades fossem formadas apenas pelas dimensões das trocas econômicos, e relações de poder. A complexidade desta encruzilhada da história humana esta no fato de que o mercado, que os socialistas estão dispostos a aceitar, mas com seu tempero, e o socialismo que o mercado financeiro aceita é aquele que o socorre, mas não a versão integral do estado planejador e interventor das experiência reais do socialismo. 

Apesar de tudo, há espaço para o diálogo aos homens e mulheres de boa vontade, tendo-se em vista que a financeirização dos mercados, dada como uma realidade difícil de ser contestada impõe que  as sociedades  estabeleçam normas aos mercados internacionalizados. Será isso possível? Quanto ao estado ideal, para os liberais deve ser mínimo, mas um salva-vidas nos momentos turbulentos, e financiador dos avanços científicos e tecnológicos, condição sine qua non para participar dos competitivos mercados. Aos socialistas,  é oferecida uma gama de modelos de estado desenvolvimentista, que se torna aliado dos "campeões nacionais", as grande empresas que podem competir neste mercado internacional. Tais opções são arriscadas, e traçam uma linha divisória entre governos populares de inspiração socialista, e governos neoliberais de inspiração liberal. De todo modo, seria natural prever, que os gestores estatais e os políticos de diferentes países buscariam também um grau mínimo de articulação e cooperação internacional para fazer frente a integração e concentração dos mercados. Até aqui nada de novo, apenas o óbvio-ululante como diria o teatrologo brasileiro Nelson Rodrigues.

O novo mesmo virá possivelmente da criação de novos instrumentos, que consigam criar novos valores além do agora onipotente valor de troca. Na economia ambiental, tal movimento já se iniciou com o uso das técnicas de analise contingente, e de criação de novos mercados para serviços da natureza, não equacionáveis em termos de curvas de demanda e oferta. A tarefa agora é estabelecer valores para o conhecimento cultural, recriado ou tradicional, bem como as tradições, símbolos e mitos. É preciso urgentemente estabelecer o valor  humano, e traçar a linha de base dos direitos humanos necessários á felicidade possível dentro deste capitalismo atual, diga-se não de passagem,  a mais notável maquina de criação e concentração de riquezas já inventada. No Brasil, 4 ou 5 bilionários tem uma renda maior que a metade da população, ou 100 milhões de habitantes.

A economia da felicidade deve transmutar-se na economia dos direitos humanos á felicidade. E a felicidade, por definição, tem suas condições construídas socialmente. Esta linha de base social agrupa o conjunto de recursos, que todos podem usufruir, tais como o meio ambiente equilibrado, educação e cultura de qualidade para todos, e saúde. Quando alguém se diz feliz, pois conquistou isso ou aquilo, deve lembrar que existe uma sociedade por trás, que em co-evolução com seus indivíduos, propicia as condições para aquela felicidade. Alguém diria que desde a Grécia o número de indivíduos, que realmente define o que é a sociedade, sempre foi limitado. É certo, mais hoje temos as ferramentas para ampliarmos a participação social,  e os processos cooperativos necessários para que a construção da linha de base da felicidade social, que faz com que a felicidade individual se multiplique, e se descole da materialidade das coisas e seu fetiche do dinheiro.

Se este é o principal objetivo dos seres humanos, é possível pensar em um sistema econômico,  que caminhe para uma linha de base social da felicidade humana, ou em outras palavras, um território de direitos e oportunidades, um aeroporto para os projetos pessoais, que "pousam" e "decolam" em sociedades mais inclusivas. Os padrões ideológicos da guerra fria ainda persistem, pois dão amparo a instituições sociais e políticas existentes, mas estes padrões podem fornecer elementos para a construção de sistemas socioeconômicos mais complexos e adaptados a cada país e região, e em comunicação aberta entre países e cidadãos.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Buckminster Fuller e Edgar Morin: 30 anos

Olá a todos,
A sustentabilidade possui um tool-kit de ferramaentas e elaborações teóricas. Na sala de aula, falamos do uso da geometria para representar de variáveis de um problema complexo (e que precisa necessariamente ser visto de diversos angulos), como a crise hídrica.
Neste sentido, envio a vocês no link abaixo o livro "Manual de Instruçõs para a Nave Espacial Terra" de Buckminster Fuller, filósofo e arquiteto norte-americano, que inicia, em 1969, essa jornada de estudos, que hoje compõem a nova ciência da sustentabilidade e da complexidade.

Envio também o livro "Cabeça Feita" do filósofo francês Edgar Morin, de 1999, que trata das transdisciplinalidade dos sistemas complexos auto-organizados e socio-biológicos. 30 anos separam estes dois livros seminais, e sua aventura pelo conhecimento humano no planeta terra.
Abraços,
Osmar

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O Futuro do Acordo de Paris

Um banho de água fria, ou melhor, um balde de gelo, é como poderíamos descrever a notícia que estarreceu o mundo na manhã do dia 1º de junho de 2017: o presidente Trump retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), após 22 Conferências das Partes, vinha demonstrando uma enorme resiliência. Desde o seu início com a COP de Berlim, em 1995, a Convenção do Clima acumulou uma capacidade de aprendizado que ia superando os reveses e baixas do caminho: uma COP que começou e não terminou, em Haia, no ano 2000, erros, acertos, a criação de mecanismos financeiros de redução de emissões como o MDL e o REDD+, e as dificuldades de se fazer um acordo sobre um tema tentacular, envolvendo uma miríade de interesses industriais, de difícil equacionamento nas leis do direito internacional, e que opôs, durante grande parte do tempo, países desenvolvidos, responsáveis pela maior parte das emissões de gases de efeito estufa (GEE), e países em desenvolvimento.

A esperança do Acordo de Paris era abrir a possibilidade de uma cooperação global, com papéis diferenciados, mas envolvendo todos os países. O desenho possível desse acordo foi construído pelos governos, pelas empresas e pela sociedade civil, com as experiências acumuladas e decantadas de 20 anos de reuniões, debates e construção de tratados climáticos. Um novo desafio está colocado: uma vez que o acordo está ratificado por 195 países, como executá-lo sem a presença dos EUA, o principal emissor de GEE do planeta? O arsenal da diplomacia climática volta-se para a China, agora o principal parceiro do Acordo de Paris, com a segunda maior emissão de GEE do planeta.

Desde ontem, um crescente número de CEOs das maiores empresas norte-americanas têm declarado abertamente suas críticas à decisão de Donald Trump e até deixado cargos em seu conselho de governo. É possível dizer que, hoje, uma guerra industrial de longo prazo foi declarada. De um lado, uma antiga estrutura industrial, dependente de hidrocarbonetos e carvão, e que gera poucos empregos; do outro lado, uma indústria de energias alternativas (eólica, solar) e de geração de produtos e serviços com ciclo de vida positivo em termos de uso de recursos naturais, que vem gerando novos empregos. Essa nascente indústria verde tem como aliada a indústria computacional, que poderá ajudar os esforços científicos de transformação da economia e da sociedade nas próximas décadas.

O ato do presidente Trump abre um espaço definitivo para a capilarização do debate climático no seio da sociedade norte-americana. No plano internacional, os estrategistas de Trump deveriam entender que, com sua saída do Acordo de Paris, a Europa estará sendo atraída para o campo de influência chinês. A China vem tecendo há anos uma linha de comércio bilateral com a União Europeia (UE), que ficou conhecida como a "Nova Rota da Seda". Se esta for uma rota sustentável e climaticamente correta, deixará isolado o antigo parceiro da UE, os Estados Unidos da América.

sábado, 15 de abril de 2017

A cidade é feita de olhares

Até 2010 eu vivia na cidade do Rio de Janeiro, um lugar que ainda mantem o calor do contato humano, e aonde a grande novidade ainda é o outro, ou o próximo, e suas novidades, contradições e idiossincrasias. Feito este elogio ao Rio de Janeiro, passo a me deparar com a colonização lenta e constante do iphones nos carros do metro. Explico: o sagrado territorio dos olhares e análises da natureza humana foi dando lugar as pequenas telas brilhantes que roubavam de todos nós os olhares. E afirmo de ínicio: os olhares constroem um cidade, e a falta deles podem esterelizar o ambiente urbano. A explosão dos celulares android se seguiu a colonização dos mais abastados pelos iphones. Hoje, no metro são raros os olhares que apenas estão disponíveis a olhar e interagir. Eu mesmo, separei o tempo de metro para ler as homeopáticas noticias do Twitter.

Este blog trata de recursos comuns de uso livre, os commons e a importância deles para a construção de um sentimento de compartilhamento deste recursos (materiais e informácionais) que faz da cidade uma experiência multidimensional de troca de conhecimentos. Escrevo pois do processo de cidadicídio que está em curso, ou poeticamnete do roubo dos olhares que constroem o território imagético das cidades.

Historicamente uma cidade nasce quando o clã compreende que o homem livre, o forasteiro, pode trazer a desgraça mas também novos graus de liberdade. A diferença entre desgraça e liberdade está na observação, e depois na mútua comunicação e compartilhamento de antigos e novos recursos. Não seria preciso fazer uma digressão aos estudos da psicologia e da pediatria para mostrar a importância do olhar para os seres humanos. Nossa percepção vai sendo moldada desde os primeiro anos por diversas qualidades dos olhares, ou ausência deles. Assim, vou direito ao ponto utilizando o aporte da ciência da Midia Ecology: 

È preciso que cada um de nós estabeleça as suas regras de uso dos instrumentos exosomáticos de comunicação sob pena que ter sequestrada a própria capacidade de comunicar e de olhar. Além disso, percebamos que estes instrumentos estão estabelecendo as nossas regras de comunicação e interação.

Mercado Financeiro e os Commons