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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Economia Verde e Cidades Esponjas

O movimento de cidades amigas das águas, ou simplesmente cidades esponjas, tem em Seul, capital da Coreia do Sul, um marco importante. Ao desenterrar o rio Cheonggyecheon em 1999, em uma das principais avenidas da cidade, Seul colhe frutos já em 2003 com mais de 400 hectares de áreas verdes, um canal de 80 metros de largura em uma extensão de 8 km, que se transformou em uma área de lazer, e a redução de 3,6 graus Celsius na temperatura média em relação ao resto da cidade.

Do mesmo modo, outras cidades que tiveram rápida expansão do tecido urbano hoje repensam como melhorar os índices de qualidade de vida e saúde ambiental dessas áreas metropolitanas. São Paulo possui diversos rios emparedados em córregos delimitados por estruturas de concreto ou mesmo enterrados. Mas essa rede hídrica, nas estações chuvosas, faz-se presente novamente nas enchentes, alagamentos e entupimentos de redes de esgoto e pluviais.

Ailton Krenak, pensador indígena brasileiro, mostra que os rios são muito importantes nas aglomerações populacionais dos povos tradicionais. As vilas e aldeias surgem perto dos rios e ali estabelecem seu metabolismo social e ecológico. As cidades forjadas pela cultura ocidental buscam estabelecer uma relação de hierarquia onde o rio e a natureza têm um sentido utilitário.

Mas quem está liderando este jogo do conceito de cidade esponja é a China, um dos países com mais graves problemas de gestão hídrica urbana [1]. O padrão acelerado de desenvolvimento das cidades chinesas se inicia na década de 1970. Os planos de desenvolvimento regionais chineses consideram os problemas de governança e gestão das águas urbanas de suma importância, dado seu potencial de disrupção. Em 2014, o governo nacional adota a estratégia dos projetos de cidades esponjas, e uma intensa troca e intercâmbio de ideias e tecnologias começa a se desenvolver com países europeus que já implementavam as NBS (soluções baseadas na natureza) e um planejamento adaptativo para sua gestão [2].

Eventos extremos com graves consequências urbanas têm acontecido em importantes cidades chinesas: Pequim (2012), Ningbo (2013), Guangzhou (2015), Wuhan (2016), Shenzhen (2019) e Chongqing (2020). O programa chinês de cidades esponjas se iniciou em 2013 e foi adotado por 30 cidades para desenvolver soluções em segurança contra enchentes, purificação de águas pluviais e armazenamento hídrico para usos futuros [2].

As iniciativas de cidades esponjas se multiplicam, mas há preocupação em como renovar os conceitos de infraestrutura e projeto urbano para acompanhar essas inovações. Além disso, é necessário criar esquemas financeiros e aportes tecnológicos específicos. Uma rede de políticas públicas deve acompanhar o estabelecimento de cidades esponjas, e isso leva tempo [1].

Do lado da tecnologia, a China está se engajando em redes internacionais de pesquisas neste tema, como a parceria hídrica entre a Europa e a China (Chinese European Water Partnership, CEWP) [1]. A criação de inovações na China e através de parcerias internacionais pode mudar a forma como a China enfrenta os problemas da água urbana.

De início, serão necessárias inovações de compartilhamento de dados (crowdsourced data, CSD), em especial o monitoramento participativo, através do uso de celulares, que irá conviver e se relacionar com as formas tradicionais de geração de dados hídricos [1]. Um exemplo é o aplicativo de celulares Crowd Water App (CWApp), da Agência de Águas da Suíça, que é um instrumento de ciência cidadã para facilitar a participação das pessoas na gestão hídrica de suas cidades.

Em segundo lugar, o compartilhamento de dados pode se dar através da tecnologia de internet das coisas (IoT) e contribuir na avaliação em tempo real dos sistemas de drenagem urbana através de mecanismos de monitoramento, por exemplo, instalados em bombas hidráulicas. Contudo, ainda é complicado usar dados hidrológicos de modo tradicional e dados gerados por celulares. São dados que envolvem tipos diferentes de erros metodológicos, e ainda seria necessário desenvolver uma plataforma de assimilação de dados [1]. Estas e outras inovações podem gerar novos produtos e serviços.

Os desafios atuais dizem respeito à incerteza presente no futuro das condições hidroclimáticas ligadas às projeções dos cenários climáticos, e às complicações para a adaptação da infraestrutura urbana dentro de um tempo de vida operacional [2]. Outro desafio é a forma como estas soluções serão financiadas e negociadas com gestões urbanas, do meio ambiente e do clima. O conceito de redes de políticas públicas e de operadores políticos em rede pode ser uma opção para o florescimento das cidades esponjas [3].

Referências:

[1]ZEVENBERGEN, Chris; FU, Dafang; PATHIRANA, Assela. Transitioning to sponge cities: Challenges and opportunities to address urban water problems in China. Water, v. 10, n. 9, p. 1230, 2018.

[2] QI, Yunfei et al. Addressing challenges of urban water management in Chinese sponge cities via nature-based solutions. Water, v. 12, n. 10, p. 2788, 2020. 

[3] ABERS, Rebeca Neaera; KECK, Margaret E. Autoridade prática: ação criativa e mudança institucional na política das águas do Brasil. In: Autoridade prática: ação criativa e mudança institucional na política das águas do Brasil. 2017. p. 331-331.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Plataforma Mundial de Compras Públicas Sustentáveis

Uma Plataforma Mundial de Compras Publicas Sustentáveis (PMCPS) seria regulada pela OMC, e uma de suas caracteristicas seria o fim do imposto a circulação sobre produtos e insumos sustentáveis no mercado internacional para todos os países que possuem sistemas nacionais des compras públicas sustentáveis. Para isso seria criado um sistema de certificação de garantia de sistemas de produção sustentável internacional (CG-SPS) onde os impactos destes sistemas seriam categorizados, por exemplo as emissões de carbono geradas e os projetos locais de mitigação e adaptação. 

No Brasil, estima-se que de 15 a 25% do PIB é direcionado a compras públicas (public procurement). Em escala global, o PIB está na ordem dos 100 trilhões de dolares, e se projetarmos as comprars públicas governamentais em 10% estamos falando de um mercado de 10 trilhões de dolares anuais direcionados a produtos sustentáveis. Para participar deste mercado as empresas inovadoras devem ser descarbonizar seus sistemas de produção, e ao mesmo tempo diminuir outros impactos socio-ambientais. A CG-SPS organizaria um fundo internacional para financiar parcialmente essa transição com base em uma taxa anual a ser paga por cada país participante com base em suas emissões de carbono nas cadeias produtivas. Esse fundo absteceria programas de pesquisa e desenvolvimento internacionais administrado pela plataforma CG-SPS. 

O projeto piloto nacional de uma plataforma com esse delineamento foi elaborado por uma equipe de professores e pesquisadores do Centro de Desenvolvimento sustentável da Universidade de Brasília a pedido do Ministério do meio Ambiente. Pode-se também evoluir para a criação de uma plataforma de compras privada de produtos sustentáveis, que contribuem para que a temperatura do planeta terra se estabilize em 1.5 graus centigrados de aumento desde a era industrial. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Sobre OVNIS

Eu não sei se os objetos voadores não indentificáveis existem, mas eu poderia dizer que sempre que a mídia norte-americana ativa esse assunto, inclusive trazendo recentemente a fala de um ex-presidente o Barach Obama para dizer q    ue ele não pode dizer nada sobre este assunto sabemos que o governo está nuscando um aumento no orçcamento militar e especial. Geralmente tal fenômeno casado que aparece dos céus dos principais telejornais acontece proximo as elições majoritárias dos EUA. Mas isso ainda é uma hipottese a ser confirmada para estabelecer uma explicação causal mais refinada.

Voltando aos OVINS e utilizando a fórmula socratica de pensamento, partindo do ponto que eles existem, pergunto-me que se estes objetos são pilotados por seres biológicos portadores de vida, eles crewsceram e foram formados em algum sistema planetário. Se nestes sistema tudo esta bem, e seus habitantes felizes e em harmônica com oq ue tem diante da vastidão do universo, enviar custosas maquinas ao espaço para a exploração do mesmo exige muita tecnologia e energia. Se eles chegaram a este prodigio sem destruir e utilizar os recursos de seus sistema planetário, mantendo como foi mencionado a homeostase e a harmonia, podemos dizer que os pilotos vem em missão de paz e pela solidariedade cósmica. 

A outra opção, é aquele de que estão em busca de outro sistema planetário dado que para desenvolver a tecnologia e a energia de propulsão de suas naves eles tiveram que exaurir os recursos de seus sistema planetário. Logo, os OVINS são buscadores de novas casa, e neste sentido não vem em missão de paz, e pela harmonia cósmica. Contudo, se assim for não devemos nos preocupar dado o estado deficitário, desarmonioso, e faltante de nosso sistema planetário e suas diversas erosões, e desequilibrios causados, como diz o fdamoso neurocientista brasileiro, Sidhart Ribeiro, por 7,9 bilhões de macacos que são movidos pela busca do dinheiro, segurança e amor.


Mercado Financeiro e os Commons