Uma Plataforma Mundial de Compras Publicas Sustentáveis (PMCPS) seria regulada pela OMC, e uma de suas caracteristicas seria o fim do imposto a circulação sobre produtos e insumos sustentáveis no mercado internacional para todos os países que possuem sistemas nacionais des compras públicas sustentáveis. Para isso seria criado um sistema de certificação de garantia de sistemas de produção sustentável internacional (CG-SPS) onde os impactos destes sistemas seriam categorizados, por exemplo as emissões de carbono geradas e os projetos locais de mitigação e adaptação.
No Brasil, estima-se que de 15 a 25% do PIB é direcionado a compras públicas (public procurement). Em escala global, o PIB está na ordem dos 100 trilhões de dolares, e se projetarmos as comprars públicas governamentais em 10% estamos falando de um mercado de 10 trilhões de dolares anuais direcionados a produtos sustentáveis. Para participar deste mercado as empresas inovadoras devem ser descarbonizar seus sistemas de produção, e ao mesmo tempo diminuir outros impactos socio-ambientais. A CG-SPS organizaria um fundo internacional para financiar parcialmente essa transição com base em uma taxa anual a ser paga por cada país participante com base em suas emissões de carbono nas cadeias produtivas. Esse fundo absteceria programas de pesquisa e desenvolvimento internacionais administrado pela plataforma CG-SPS.
O projeto piloto nacional de uma plataforma com esse delineamento foi elaborado por uma equipe de professores e pesquisadores do Centro de Desenvolvimento sustentável da Universidade de Brasília a pedido do Ministério do meio Ambiente. Pode-se também evoluir para a criação de uma plataforma de compras privada de produtos sustentáveis, que contribuem para que a temperatura do planeta terra se estabilize em 1.5 graus centigrados de aumento desde a era industrial.
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