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quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Vinho e Mudanças Climáticas

Na idade média, beber vinho era uma forma de beber água com certo grau de potabilidade, em especial quando a água disponível era de origem desconhecida. Pois hoje a agua parece ser a principal variável de valorização dos vinhedos e de retorno dos investimentos em espcial no Chile e na Argentina.

https://capitalreset.uol.com.br/agronegocio/agricultura/clima-altera-o-mapa-dos-vinhedos-na-argentina-e-no-chile/ 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

"Cidade de Deus": 22 anos depois

Rever o aclamado filme de Fernando Meireles lançado em 2002, son um primeiro olhar ele é uma revelação da qualidade das técnicas de filmagem e montagem brasileiras ha duas décadas atrás, mas que poderia ter sido feito ano passado. O segundo olhar é social, e "Cidade de Deus" serve como uma marco de comparação. Do ponto de vista da violência, e trafico de drogas na cidade do Rio de Janeiro, parece que as coisas continuam como eram ou pioraram. Aos moradores das favelas, traficantes, policiais e jornalistas foram acrescentadas ao rol de atores sociais, as milícias, que supostaram vieram para complementar os trabalhos das forças policiais, indo além da promessa inicial. Se "Cidade de Deus" tivesse uma continuação filmada na mesma cidade do Rio de Janeiro, traçaria um quadro ainda mais complexo e não menos violento...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

El Teatro y la Política

Cuando la política se parece cada vez más con el teatro es que la democracia está debilitada. Aunque es cotidiano el uso de la expresión actor social en los periódicos y libros de sociología o ciencia política, la percepción creciente de que los representantes de pueblo en las asambleas nacionales y locales son todavía actores y hace quedar un travo en la boca que es inevitable: ¿Si los atores políticos mismos son solamente atores quien comanda el show? La reposta puede ser muy dura, aunque en la democracia debe haber equilibrio entre mayoría y minorías, pero lo que pasa e distinto. Hay la presencia ostensiva del director del teatro casi adentro del palco de negociaciones. Sin embargo, lo que pasa es mucho peor que una polarización entre representantes políticos. Parece que ellos siguen al mismo cheje o peor son los chejes que están negociando sin la presencia del pueblo y sus propios intereses. Los representantes políticos tienen poca margen de maniobra. ¿Puede sé decir que son apenas muñecas del teatro del fin de la democracia? Pienso que es demasiada declarar el fin de modelo que fue emplazado por Francia en el siglo xvii, pero hay un cambio que estamos percibiendo desde el ápice de la contestación social de 1968. Para todos que son progresistas, aquello año marcaba él desplegué de una democracia plena, con derechos sociales e identitarios preservados. Pero se puede decir que ay está el inicio de un cambio inesperado por lo cual pasa la humanidad: el surgimiento de una democracia de baja intensidad.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Ciência Ambiental (mas pode me chamar de resolução de conflitos)

Já dizia meu mestre de Capoeira: farinha pouca meu pirão primeiro. Com o clima do planeta adquirindo padrões mais caóticos, ou que fogem os padrões com os quais organizamos atividades humnas, econômicas, culturais e religiosas, há muito trabalho aos cientistas ambientais para prever impactos destas novas configurações climáticas, mas fundamentalmente para resolver conflitos atuais, e futuros, em relação ao uso, transformação, descarte, e reutilização de recursos naturais, e quem poderá utilizá-los, e quem ficará com as externalidades econômicas relativas ao uso da natureza. 

Porém, o que se entende como recursos naturais, e sua preservação, atende a diferentes percepções culturais, e sobretudo a interesses e objetivos materiais. O acesso aos bens naturais deveria ser universal a toda a humanidade, mas quais são as regras de acesso a este bens comuns a todos?

A sociedade estabelece premios materiais ou simbolicos para uma cadeia de valores a serem atingidos. Se gosto de alguem dou-lhe um presente de natal, e por ai vai. Se não gosto de alguem o privo de bens materiais. Há uma enorme diferença entre os que tem o direto ao acesso aos recursos naturais e aqueles que tem direito parcial. Noam Chomsky diz algo contundente: os diretos humanos não são universais mas usufruidos por aqueles com capitais financeiros acumulados, ou capacidades de gerar  capital novo. 

Na escala de valores da sociedade ataul, quem tem direitos humanos possui alguma forma de capital para transacionar (humano, social, tecnologico, cultural). Ou seja, se o acesso ao recursos naturais é um direito universal, como água e ar, e esse direito é regulado pelo gradiante de capitais que um indivíduo, comunidade, ou país dispõe varios classes de conflitos podem ser identificados entre os com e sem capital.


continua....

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

New Balance e os Truques da Percepção

Direto ao conto: eu pedi um tênis de corrida da new balance para minha parenta, e ela me entrega uma mistura de tenis com sandália coberto por um tecido maleável. Calçar 46 (número 13 na gringa) é garantia de problemas morando no Brasil. A gente tem de esperar alguem ir para os Estados Unidos, para finalmente, e depois de esperar muito, ter novos pares de tênis. A expectativa era tamanha pelos tênis de corrida da NB, que a minha reação ao ver aquele par de tênis alienigenas ao meu desejo foi blase: ah! tá! muito obrigado (mas o que eu faço com isso?)

Sim, eram muito confortáveis mas sem rodeios: eram tenis muito feios, desengonçados, contudomuito a frente do seu tempo (p.s: contarremos no fim dessa história como o patinho feio viveu tempos de cisne). Ganhar um par de tênis sem estrutura superior, uma mistura de sandália de couro com tenis de corrida. 

Contudo com o tempo, este tipo de tenis foi ficando mais comum, e percebi que ele poderia ser usado em diferentes situações, casuais ou esportivas. E mais: eram ideais ao esporte que eu fazia na época: o remo. De fato, os tenis de remo não se comparam a beleza deste par de tênis da NB. Certo dia, na academia de remo fui convidado para fazer parte do grupo que iria remar na canoa hawaiana onde não se usam tênis. Tirei os meus NB e os coloquei na beira do deck de ancoragem dos barcos, e fui encontrar me com o grupo. 

canoa hawaiana é um esporte coletivo ao contrário do solitário barco squif do remo. Aspectos como sincronicidade e ritmo  são fundamentais para que o esforço individual seja maximizado, e que a remada seja confortável para todos. Vimos o por do sol do meio do lado paranoá. Uma beleza indescritível nesse lago que foi pensado pelo geologo austriaco Cluzou, que estava na expedição de Ferdinand Cruz ao Planalto Central. Ele reconheceu que o vale escavado do rio Paranauá havia sido um mar ancestral, e depois um lago interior, e depois o rio Paranauá (ou Paranoá), reunindo todas as condições para se tornar um lago novamente. Em direção novamente ao deck da academia de remo, ficaria para tras essa bela história da expedição de criação da nova capital, e seu lago Paranoá, de uma beleza única e espelho do belo céu da cidade de Brasília. 

Na chegada, há todo um trabalho de equipe para retirar o barco da água. Tarefa realizada, vou para a beira do deck buscar meus tenis, e não os encontro, ou melhor os ecnontro mas não eram mais eles numa súbita compreenção da dualidade, bem colocada no conceito de espaço potencial da compreenção pelo médico e piscanalista inglês Donald Winicott (Plymouth, 7 de abril de 1896 - 28 de janeiro, 1971). Surpreso vejo um belo par de tênis New Balance pousados no meu antigo par de tênis rejeitado e preterido.

Essa sensação de acoplamento de uma imagem nova no objeto antigo é muito estranha. É como se houvesse uma translação entre a compreenção objetiva e subjetiva de um mesmo objeto. Sabe aquela história do patinho feio que encontra sua turma de cisnese se reconhece como tal. A crise de identidade do patinho é apenas uma translação do espaço potencial da compreenção que fico perdida entre a camada objetiva e subjetiva do espaço potencial da compreenção.

Para entender o fenomeno da alteração da percepção é necessário recorrer as diferentes fontes de reflexão sobre a percepção. A translação das percepções subjetivas e objetivas do mesmo objeto, ou seja, do tenis feio para o tenis bonito, o emprego não interessante para o emprego ideal, a velha roupa que valorizamos mais do que a da moda, parece envolver uma alteração de objetivo de nossa parte em relação ao objeto percebido. Thomas Kuhn, fisico e filósofo da ciência norte-americanao, e autor do clássico “A Estrutura das Revoluções Científicas”, de 1962,  relaciona a percepção humana aos interesses e objetivos humanos. Se algo me prevalece, me ajuda na realização de algo, percebo essa coisa como boa, bela, necessária. Ou, seja ao objeto são acopladas um conjunto de emoçoes e seus neurotransmissores, que produzem um lugar de destaque para aquele objeto na nossa minha vida.

O fenômeno não fica apenas nos agentes não humanos. Podemos apliocá-lo as relações humanas e as commons, que compartilhamos com muitas pessoas, como a internet, a água, a lingua que falamos.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Ignach Sachs, um terráqueo (Varsóvia, 1927 - Paris, 2 de agosto de 2023)

Da trajetória de Ignach Sachs, se poderia esperar justamente o que fez: pensar e atuar pela saúde ecológica, social e econômica do planeta terra. Da fuga do nazismo com a família, ao doutorado na Universidade de Nova Dehli até a criação do centro de estudos brasileiros da Sorbonne lá ia o senhor Ignach, um homem gentil. 

Tive a oportunidade de ouvi-lo algumas vezes em suas palestras. Em uma delas finalizou com uma frase enfática: "tenham coragem brasileiros!". Em suas palestras nestas terras, ele afirmava das enormes vantagens competitivas do Brasil como líder da bioeconomia. Por exemplo, se a taxa de insolação no Brasil é a maior do planeta por que não sermos líderes na tecnologia da energia eólica e solar? Tenhamos coragem brasileiros!


quarta-feira, 19 de julho de 2023

Repúbica de Estudantes

 

República

de Estudantes: 

como um grupo de estudantes mudou a política no Brasil




Prefácio

 

Revisitando as entrelinhas do excelente livro de Marcelo Rubens Paiva "Feliz Ano Velho" é possível perceber um embate profundo na história política brasileira. Que democracia queremos? Se somos uma democracia, somos um democracia de que tipo? Na história deste livro, um líder de um centro acadêmico da Universidade Estadual de Campinas, e simpatizante do recém criado Partido dos Trabalhadores, sofre uma acidente que retira seu movimento das pernas e braços.

Começa ai sua saga para reaver seus movimentos no corpo e na história. Filho do deputado federal Carlos Paiva, assassinado pela ditadura militar, Marcelo reconstrói essa trajetória e a sua para reconstruir  também as linhas de entendimento da história da criação da Unicamp, e do seu país.  Diante da tetraplégia, ele irá vivenciar a exclusão de diversas formas em um pais de cultura patriarcal e escravocrata, cujo o direito das minorias é ainda ignorado.

O livro mostra com uma linguagem cinematográfica esse desenrolar de fatos pessoais e coletivos onde o autor busca forças para repensar a vida e a política como ferramenta de construção dessa vida. Seu livro é um chamado a reconstrução da capacidade de sonhar no pós-ditadura. A Unicamp era o palco ideal para essa reconstrução, a conhecida universidade de esquerda. Na sua formação e construção, recebeu muitos cientistas e professores exilados em seu próprio pais e aos cuidados do reitor interventor federal Zeferino Vaz, que dá nome á cidade universitária.

"Feliz Ano Velho" me tirou de Brasília e me arremessou no distrito de Barão Geraldo, Campinas, estado de São Paulo onde se localiza o campus da Universidade Estadual de Campinas. Mas eu não cheguei lá sozinho. Uma geração de jovens veio comigo e a gente queria ser feliz, e construir um novo pais a partir de um campus universitário muito especial. Queriamos um Brasil que dividisse com seus filhos e filhas o alimento, a natureza, o conhecimento, e a capacidade de sonhar, queriamos uma nova república, uma república em que pudessemos experimentar e construir juntos: uma república de estudantes.


  1. A chegada
  2. O Saco-roxo
  3. Saraus poéticos e políticos
  4. No reino dos doutores
  5. A tomada da bastilha estudantil
  6. É tudo nosso!
  7. O latifúndio é o conhecimento
  8. A Revista Cópula
  9. O Cursinho do DCE
  10. As Rádios-Livre Muda, Cega e Surda
  11. Identidade: entre à esquerda
  12. Dialogando com o Tio Sam
  13. A volta

  Epílogo


quarta-feira, 26 de abril de 2023

Las multiplas camadas del Tango

En las vezes que visite Buenos Aires y incluso cuando cruze por el norte desde Pocinhos en la frontera con Bolivia hasta Tucumã é muy claro que no estan visibiles los negros en las ciudades argentinas aun que Buenos Aires fue un de los puertos que mas receberan personas esclavizadas venidas de Africa. 

Pero tambien fue el porto del nuevo mundo que mas recebeu europeus de todas las latitudes del viejo continente. Podriamos decir que hoy Buenos Aires es un enclave europeu en Sudamerica donde la Europa misma viene observar el nuevo mundo y no solamente envia mensageiros. 

Desde que el Papa declaro que los negros no teniam alma en el siglo XII y sin embargo las mujeres tambien no a tenian se puede imaginar como fue dificil la convivência de europeus y gente de color en el final del siglo XIX y los inicios del siglo XX.

En este momento historico se quedo el final del comercio de esclavos impuesto por la Inglaterra y su escuadra. Al mismo tiempo llegaran enormeles contingentes populacionais europeus en el puerto de Buenos Aires. 

El tango es hijo desta mescla aun que bella explosiva.

segunda-feira, 24 de abril de 2023

ASAP: as sustainable as possible

It is a bit funny to realise the adverbial acronomin ASAP was used for the first time in the dental industry to aware dental office secretaries of certain things that need to be made promptly. So, here is goes: what it needed to promptly assure our efforts to build environmental and climate security "as sustainable as possible"? So, here starts our linguistics problem to elect a word to deal with such great complexity: "sustainability"

quarta-feira, 29 de março de 2023

Nor Climate or Land: how water changes can wrap up what is going on

Nor Climate or Land: how water changes can wrap up what is going on

May you tired to read news about catastrophic climate change while you have seen your city changing rapidly in its waters, pollution, and violence that burst into every corner of it. It seems that all come at once and make you feel discouraged, so you put that aside to think about how volatiles become the stability of your work.

That is understandable, but is there any chance to synthesize all these changes and transformations without them turning into declarable crises with painful remedies and high costs?

I think it is possible. The most credible indicator that reflects planet and human transformation is water. Since ancient times, change in it has represented the guidance of the planet and society's path towards a dynamic balance. When things started to derail from a certain equilibrium, both the planet and human societies began to destabilize. Again, in ancient times, the lack of balance was felt locally in the concentrated phenomenon in an area such as Mesopotamia's land crisis by the over-exploitation of water to grow grains.

The lack of resilience has now become global and affects climate variables, but it is not excluded by any measure of the processes that erode resilience structures locally. In fact, the global go local, and vice versa, depends on local resilience. In other words, the global scale is felt at the local scale, depending on the local interactions and resilience function of tamponing local climate and meteorological variables. This global-local climate game became recognizable and appeared in new research on the Anthropocene.

Down to the ground, climate change has been used as a maneuver to take out the responsibility of the disheveling process of local resilience. However, the situation is slightly more complicated. This is an interesting aspect of environmental perception. Depending on the level of climate change, the threshold of resilience change and the capacity to tampon to the local environment decrease, but first of all decreases comes the arc of possibilities of human societies to use these environments. Thus, society must adapt.

This conversation may become too technical and interdisciplinary, but it is written down to be read in terms of the behavior of waters. However, this behavior is crossed by different scales of time and space. When we scrutinized these water changes through these different dimensions, we came to understand their resilience. In short, say to me what the state of your waters is, then I will tell you if you are well equipped to navigate the future.

As historical meteorological data lose stationarity over time, the art of reading water and the main indicator of nexus security in the future. The ancient Arab sage Avicena used to say that one knows a territory to pay attention to the smell, color, and quantity of water that pours out through the veins and arteries of the water body in the same way that a doctor asks for blood, urine, and saliva tests to investigate the health of his patient.

Therefore, we arrived at the pivotal question of what water tests are necessary to assess the health of the environment. There are three types of tests: quantitative, qualitative, and perceptual. Below is a list of these.

1. Tests that draw from nature indicate how the main meteorological features of the water domain are in the short, medium, and long range.

2. Tests that investigate how people and city structures demand water in short, medium, and long ranges.

3. Tests that draw from people´s perceptions of water problems from a historical perspective; 5. Tests that draw from imagination and people's future thinking about how water would be representative of the environment's health,

4. Then, ask people how the future of water seems in the short, medium, and long term in terms of actions, projects, and programs,

5. Ask people how these actions, projects, and programs fit the historical performance of normative systems, socioeconomic systems, and environmental disturbances.

6. Finally, ask people how much would they spend to implement some of these projects to generate a higher resilience of the territory.

Even though what happens on the planet is too far to be reached by laypeople, what happens in their river basin is under their will to prepare a better relationship with the planet's influence. Not all actions can be implemented, but some are feasible for use as mobilization tools to awaken consciousness about the state of our common house, Planet Earth.


Mercado Financeiro e os Commons