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terça-feira, 21 de maio de 2024

Quando o "Leite" azeda é ruim para todos

Quando um jovem liderança partidária se resume a sua idade e um par de velhas ideias, todos perdeem. O debate público fica empobrecido, a ação pública fica débil. Nesse contexto, que não acontece apenas nessa situação dramática, na qual um estado brasileiro, é deixado de joelhos diante de uma anomalia climática. 

Eduardo Leite mesmo antes deste dilúvio gaúcho, que não pode ser separado da destruição da natureza do estado, derramou ideias antigas de um neoliberalismo de segunda para ser implementado nas populações do sul global. Mas Leite apenas dá voz, como representante político, de uma visão de mundo onde a primeira, a segunda, a terceira prioridade e a quarta atende pelo nome de "mercado". 

Havia muitas pautas para dar prioridade ao prioritário, em especial para as populações, que vivem mais proximas da combalida natureza gaúcha. Leite tem sido didático na insesibilidade com a dor dos gauchos. Pode continuar na política defendendo o mercado e seus donos, pode ser presidenciavel, tudo ainda é possível. 

Pobre Rio Grande do Sul do saudoso pensador da ecologia política José Lutzemberger, que muito nos ensinou sobre a ecologia do rincão gaúcho e a cultura do povo gaúcho.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Da Crise Hídrica à Tragédia Ambiental: fluxos de narrativas e chuva de dados

Parte dos esforços no enfrentamento de uma crise hídrica, como a que ocorre no Rio Grande do Sul, são utilizadas para afastar responsabilidades legais, e salvar reputações políticas . Bruno Latour, filósofo francês, que se dedicou a explicar os impactos sociais e culturais do novo normal climático, mostrou que a matrix digital, na qual vivemos, não é uma novidade, e começou muito antes, através economização de todas as necessidades e interesses humanos. A natureza inclusive precisa ser valorada para ser valorizada, nem que seja pelo valor de face: seu capacidade de abssorver excessos de pluviosidade.

Os dados de cobertural vegetal do estado, de 1985 a 2020, mostram não apenas a perda da cobertura, e sua pulverização, deixando topos de morro, e margens de rios desmatados ou ocupados. Contudo dados da natureza podem ser contrapostos com dados econômicos. A prefeitura de Porto Alegre se olhasse a situação pelo lado das incertezas teria reformado as comportas e barragens, que protegem a cidade de Porto Alegre, mas os atores politicos no poder estadual apostaram no otimismo econômico e ambiental. Neste momento, quando chegam as imagens chocantes de destruição das estruturas civis em diversas cidades, e da inundação na capital Porto Algre estas elites estaduais, e seus representantes, já tem ensaidas todas as falas de que "a grande culpada é a mudança climática" este gigante da maldade. 

É como se as mortes de uma pandemia fossem resultado apenas do maligno virus e suas capacidades de destruição das defesas imunológicas, e não a somatória destas com as capacidades de preparação, prevenção e resiliência das populações. Mas a pandemia, que ainda não acabou, não está mais na ordem do dia, e temos que seguir vivendo da escassez de informação. 

Os 480 artigos alterados do Código Ambinetal do estado no ano de 2019 sob a batuta do atual governador não trouxeram nem uma gota a mais de sofrimento às famílias desabrigadas, e a economia combalida. Grupos de especisliats preparam relatórios a la carte. Verbas públicas serão enviadas ao estado, que tinha outras pautas para cuidar, e descuidou dessa pauta ambiental. Todo mundo erra, apesar de milhões de pessoas viverem nessa pauta, que pode ser chamada de rincão, território, microbacia, bacias hidrográficas. Mas pode ser que o governador tenha se expressado mal, e precise da compreenção de todos, em especial dos desabrigados. E pode ser que Bruno Latour, que não está mais entre nós, esteja certo ao dizer que precisamos voltar para a terra.



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