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quinta-feira, 25 de julho de 2024

Clima Extremo

Não resta dúvida que a temperatura média do planeta terra está subindo. O IPCC calcula em 1,4 graus Celsius em 2024. Este julho foi o julho mais quente desde o séc. XIX. UM pesquisador australiano aposta em 1,7 graus Celsius baseado no estaudo de esponjas do mar. O que aconteceu em Acapulco, e no estado do Rio Grande do Sul vai mostrando que a escala das tragédias, vinculadas a mudança climática e a mudanças dos usos do solo, que diminui a resiliência dos territórios, aumkentam as escalas de impacto, e custo de recuperaçãobem como do tempo de recuperação. 

Eventos extremos tenderam a gerar aumento de pobreza e deslocamento de populações, sem solução para o mesmo ano fiscal ainda que os estados nacionais prometem rápida recuperação das infra-estruturas. Eu poderia chamar este Cenário de "Clima Extremo". Este cenário tem se repetido em todo o mundo em uma frequência anual ou bianual, as vezes como no caso do Rio Grande do Sul em um espaço de meses. 

Quanto menos resiliente o território em seus serviços ambientais maior o risco de uma tragédia climática. Extrapolando estas ocorrências, em especial para os países que baseiam sua economia em commodities, com grande passivo ambinetal e redução da resiliência, podemos projetar um aumento crescente e preocupante de imigrantes do clima, e necessidade de ação reparadora dos estados nacionais gerando o endividamento público, alem da categoria investimento, e aumento da inflação. A disrupção das economias estaduais vai desequilibrar o equilibrio de poder nos estados nacionais. 

As politicas de adaptação e reconstrução serão cada vez mais onerosas. A tendencia é o aumento da população das metropoles e esvaziamento das regiões afetadas, com efeitos deletérios deste aumento: desemprego estrutural, violência, perda de raízes culturais, empobrecimento da vida social. O grau de desepero gerará a criação de medidas de emergência na área da segurança pública e na saúde pública. 

Neste cenário cada ves mais plausível é preciso instutir o setor econômico da adaptação ambiental e reconstrução como um setor  necessário, e que deve ser garantido pelo estado. Embora comefeito retardado, as inovações para descarbonizar as cadeias de produção devem ser estimuladas e vão gerar novos empregos. 

A transição entre hidrocarbonetos e modos alternativos de geração de energia será lenta logo caminhamos para 2 graus Celsius de aumento para antes de 2050, o que torna o cenário "Clima Extremo" em um cenário do tipo business as usual. As Áreas do planeta com maior acÚmulo de excedente de capital vão pagar pela adaptação climática e ambiental. Os que nao puderem pagar terão suas econômias reduzidas, e se tornaram regiões exportadoras de imigrantes indesejados, para regiões que se adaptaram. Aqui, é possivel dizer que entrarem em um território crísico, como dira o filósofo francês, Edgar Morin. A crise climática que é tambem territorial e de resiliência pode desencadear crises hídricas, comerciais, diplomáticas. 

"Brace for Impact". "Se segura que la vem impacto" é uma expressão do inglês norte-americano, que diz respeito a algo que esta eminente de se materializar. É possível torcer esta expressão por outra: "Invest for Impact". Isso significa investir de modo inteligente diante do impacto que se aproxima. Pode-se criar investimentos de diversos tipos para uma economia da conservação, inovação, redução de emissões, e adequação ambiental para ocupar o espaço ocioso da economia, mantendo o pleno emprego, e redirecionando a economia para o modo adaptação. 

"Invest por Impact".

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