Paulo Souza, técnico português de futebol, é discípulo do filósofo português Manuel Sergio, criador da Teoria da motricidade humana, Em sua passagem pelo Clube de Regatas do Flamengo, um importante e tradicional clube brasileiro, ele aplica um método complexo, que acaba por aumentar a complexidade deste time de futebol, o que o faz perder o comando do time levando-o à demissão.
Ela começa a treinar o clube brasileiro em fevereiro de 2022 mas em junho do mesmo ano é demitido. Foram 32 jogos, com 19 vitórias, sete empates e seis derrotas. Paulo Souza neste período usa muito termos como "utilizar a complexidade" e "entender a complexidade".
Souza cometeu um erro comum entre aqueles que buscam enfrentar problemas complexos, como o do Flamengo, o time de maior torcida do mundo, com uma parca colheita de títulos. Este erro consiste em confundir teoria, método, análise, sintese, e gestão de sistemas complexos marcados por retroalimentação, auto-organização, emergência de novos padrões, falta de regularidade, e presença de eventos não lineares.
Paulo Souza complicou o que já era complexo. O Flamengo é a complexidade criadora constante de novos padrões emergentes. Podemos apenas ver a superfície dela: o time de maior torcida do mundo com um relativo baixo número de títulos, capaz de lotações históricas no Maracanâ, e passível de perder jogos para clubes de muito menor expressão. O técnico do Flamengo não pode ser um gestor de sistemas mas um gestor de afetos.
O papel de Paulo Souza era ser um leito para o rio da complexidade flamenguista. Ele tinha que ser o construtor de simplicidades provisórias, capaz de diminuir a complexidades, o caos e as crises do clube sem desestimular os afetos e as paxões que movem o Flamengo. Sua tarefa era faciliatar a emergência de novos padrões a partir da complexidade do time, a qual ele deveria se esforçar para compreender, e que vai além das medidas do campo de futebol.
O que ele, e muito outros técnicos não compreenderam, é que um time de futebol é um organismo, um sistema auto-eco-organizador como define Edgar Morin, pai da teoria da Complexidade, e que se auto-comanda. Cabe ao técnico catalizar este organismo para o aumento da potência do agir coeltivo respeitando os afetos e potências individuais.
Entender a complexidade não é falar sobre ela, mas criar ações a partir dela. Falar da complexidade como observador participante aumenta a complexidade ao invès de diminuí-la. Entender essa complexidade de forma estática e individualistica impede o fluir da inteligência coletiva através dela.
Podemos dizer que Paulo Souza aplicou de modo descuidado a teoria da complexidade aprendida com o filósofo portugûes Manuel Sergio, criador da Teoria da Motricidade Humana. Muito o criticaram pela aplicação da complexidade ao time de regatas Flamengo mas poucos entenderam aonde estavam seus errose aplicação equivocada de algumas das renovadoras idéias da área dos sistemas sociais complexos.