Eu caminhava tranquilamente por uma feira noturna em Ipanema quando me deparei com o ator Victor Fasano, que ficou famoso com a novela "O Clone". Tomei um susto ao ver o ator, que também se assustou ao perceber nossa leve semelhança, ou talvez devido à altura parecida (ele é mais alto) e ao fato de ser mais forte. Fim do primeiro ato.
Anos depois, entrei em um ônibus em Jerusalém para voltar à fronteira sul, na cidade de Eilat, do lado israelense, e depois para a cidade de Taba, do lado egípcio. Alguns jovens me saudaram na entrada e me chamaram de "Clone": "He is the clone, he is the clone!", diziam, entre risadas. Sentei-me na minha cadeira no meio do ônibus, e uma soldada israelense que estava sentada nas primeiras cadeiras veio sentar-se ao meu lado e me perguntou se eu era palestino. Respondi que não, e a turma de jovens começou a gritar para a soldada algo como: "Leave him alone, he is the clone!"
A novela "O Clone" estava sendo reprisada em Israel, e pelo jeito, com algum sucesso. O fato é que essa cena inicial no ônibus permitiu-me entabular uma conversa reveladora com a soldada israelense. Fim do segundo ato.
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