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terça-feira, 5 de julho de 2022

Ciência é para comer

Imagine que num reino distante toda terça feira é o dia do banquete, no qual participam e preparam o festim as famílias de cada rua, de cada cidade deste reino. Há uma quase declarada disputa por novos pratos, nos ingredientes, temperos, frutos, enfim, novos sabores. Todo morador do reino se orgulha de seu paladar e capacidade olfativa. Contudo, neste reino existiam aqueles que não estavam interessados pela comida, mas como as combinações seriam digeridas, se causariam mal, e mais especificamente como corpo humano digeria estranhas e novas combinações. 

Compêndios de nutrição eram então cotejados por trados de medicina em especial de cirurgia torácica, com atenção para o órgão humano mais valorizado no reino: o estomago. Glutões e barrigudos eram disputados pelas moças, restando aos magros o estudo e a ciência. 

Eis que um dia em alguma terça-feira do reino, uma família oferece ao prefeito e seus secretários, um bela refeição de muitos pratos entre eles uma salada com frutos silvestres frescos colhidos no campo. Os frutos eram uma novidade, e como os mamíferos da floresta também dele se alimentavam, foi escolhido para ornar a salada a pesar de seu gosto adstringente mas levemente açucarado. 

Lá pelas 4 da tarde, um incrível sono, que se seguiu ao coma profundo abateu-se nos convivas, em especial o prefeito e colaboradores. A noticia rapidamente chegou ao rei: 20% da população de um vila tinha entrado em profundo coma após comer um fruto selvagem. Todos os cientistas, magros ou quase, foram chamados. Magos, curandeiros e rezadores se juntaram a junta médica, além dos médicos.

Depois 3 dias todos foram voltando do sono profundo, e se perguntando o que havia acontecido a eles. Minguem encontrava a resposta, quando um cientista do reino, ferido em uma caçada, e tendo muita dor, esmagou nas mãos os tenros frutos, encontrados na floresta, aqueles que causavam o sono coletivo, e espelhou sobre o corte. O braço ficou dormente e a dor foi embora. Grande alarido correu pelo reino de que aquele magro pensador havia encontrando utilidade para aqueles frutos proibidos pelo rei. Estava descoberto um relaxante muscular e analgésico de largo espectro, que iria tratar a gota na perna do rei, ate o fim de sua vida, quando morreu...dormindo.

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