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sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Quando o curto prazo da Economia encontra o da Natureza

Quando o curtíssimo prazo se torna o curto-prazismo dos países de capitalismo dependente, a economia baseada em commodities é a primeira que sofre com a intensificação das flutuações climáticas. Naturais ou impulsionadas pelas emissões de carbono das atividades humanas, sabe-se que pequenas alterações em sistemas complexos costumam sofrer processos de retroalimentação. A oscilação climática pequena pode gerar consideráveis alterações nos microclimas. Quando este processo encontra territórios de baixa resiliência, o curto prazo da economia encontra geralmente o disruptivo curto prazo do meio ambiente. Geralmente, quem sai perdendo são as estruturas humanas.

Do ponto de vista energético, seja por processo natural surgido do encontro de ciclos planetários que se retroalimentam, seja pelo acréscimo de carbono e calor gerado pelos sistemas de produção humana, o excesso de energia na atmosfera vai buscar um novo caminho de equilíbrio. Os oceanos geralmente são o repositório onde esse excesso vai encontrar seu meio de dissolução, contudo, com a alteração de porções pequenas destes oceanos receptores. Estas pequenas alterações alteram regimes de ventos e ondas. Mesmo pequenas, vão afetar o microclima dos litorais nos continentes.

Processos humanos e naturais com comportamento linear sofrem grandes disturbios com pequenas alterações não lineares no clima através de dois mecanismos: os ciclos de retroalimentação, e a geração de novos padrões emergentes.


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