Com a Astrologia a humanidade tenta espelhar seu comportamento nas trajetórias dos planetas e estrelas, no macrocosmo e seus movimentos periódicos compilados pela astronomia. O retorno de determinada configuração no céu é relacionada com o destino na terra, como se o espaço sideral fosse a representação da vida social. Mitos são criados para descrever a criação dos astros celestes, apresentando-os como deuses e divindades, alguns com comportamentos humanos.
Na nova crença, a Física Quântica, a mesma humanidade busca espelhar seu comportamento na incerta trajetória das partículas e energias subatómicas onde tudo está em relação com tudo e não há certezas mas probabilidades. Fenómenos sutis da existência humana passam a ser extrapolados de comportamentos de partículas subatômicas em condições experimentais muito especificas, como aquelas dos aceleradores de partículas com quilômetros de extensão. A vida tem uma probabilidade muito baixa de existir do ponto de vista bioquímico, e em condições de laboratório, mas mesmo assim surgiu em algum momento da história do planeta Terra. A mesma vida olha para o macrocosmo e para o microcosmo na busca de entender sua existência. Neste sentido, a vida é um fenômeno complexo que emergiu desse encontro sistémico dos mundos macroscópico e microscópico, mas não pode ser explicada nem por um nem pelo outro.
Stephen Hawking, famoso físico inglês que dedicou sua vida a estudar o microcosmo, acreditava que não existem mais evidências que física quântica estaria correta em suas previsões do que para a astrologia. A física quântica goza de mais prestígio acadêmico, pois se relaciona com outras teorias da física, largamente testadas, mas a astrologia tem mais apelo popular dado o desejo humano de prever o futuro, e de desvendar as sincronicidades do tempo e do espaço.
O princípio da incerteza, base para a física quântica, coloca um fim no sonho do matemático francês Pierre-Simon Laplace de uma teoria da ciência, que poderia criar um modelo determinista para o universo. O sonhos ficou conhecido como o "Demônio de Laplace", que era a hipótese de que se houvesse um intelecto que conhecesse todas as forças que determinassem o estado inicial de todos os átomos do universo, e que também conhecesse todas as posições destes átomos, e pudesse reunir numa fórmula todas essas informações para explicar o movimento dos grandes corpos do universos e das menores das partículas, este intelecto conheceria o passado, o presente e o futuro.
A emergência da vida no planeta terra como um fenômeno complexo desdobra-se no tempo e no espaço enquanto construímos uma equação para prever o futuro.
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